4 vogais e 36 sílabas, de 𒀀 a 𒍪
Escrita cuneiforme
A escrita cuneiforme explicada, com os sinais de sílaba que um silabário de introdução ensina, o que cada um escreve e onde aparece em nomes de reis e deuses, mais um tradutor que escreve um nome em sílabas como os escribas acadianos faziam com nomes estrangeiros. Nabu fica 𒈾𒁍.
A escrita mais antiga
A escrita nasceu na contabilidade. Nas cidades do sul da Mesopotâmia, por volta de três mil e duzentos antes da era comum, os administradores dos templos de Uruk começaram a registrar sacos de grão e cabeças de gado com marcas na argila, e as marcas viraram sinais, e os sinais, que ao início desenhavam a coisa contada, viraram grupos de cunhas impressas com a ponta de um estilete de junco. É dessa cunha, cuneus em latim, que vem o nome. A argila seca dura milênios, e é por isso que se conhecem centenas de milhares de tábuas, de recibos a poemas.
O sistema serviu primeiro ao sumério e depois ao acadiano, a língua da Babilônia e da Assíria, e foi adaptado ao hitita, ao elamita e a outras línguas, cada uma escolhendo os sinais e as leituras que lhe serviam. Um sinal podia valer uma palavra inteira, o sinal do céu, do rei, da água, ou uma sílaba, e o mesmo sinal tinha as duas funções e várias leituras. Um escriba formado lia e escrevia com algumas centenas de sinais em uso corrente; as listas escolares chegam a mais de mil.
O cuneiforme morreu no primeiro século da era comum, substituído pelo aramaico e pelo grego, e ficou ilegível por mil e oitocentos anos. A decifração veio no século dezenove, a partir da inscrição trilíngue de Dario na rocha de Behistun, e em poucas décadas devolveu ao mundo o código de Hammurabi, a epopeia de Gilgamesh e a biblioteca de Assurbanipal.
Como se escreve um nome
Um nome estrangeiro, para um escriba acadiano, era um som a ser quebrado em sílabas, e cada sílaba escrita com o sinal que a tinha entre as suas leituras. Hammurabi, o rei do código de leis, aparece nas tábuas como ha, am, mu, ra, bi, cinco sinais. É quase isso que a caixa acima faz com um nome moderno: ela percorre o nome do começo ao fim, procurando a cada passo a sílaba mais longa que a tabela conhece, e escreve o sinal dela, de modo que Sama fica 𒊓𒈠. As letras que não abrem nenhuma sílaba da lista ficam de fora, e a caixa diz quais.
A tabela desta página traz as quatro vogais e as sílabas abertas de consoante mais vogal que um silabário de introdução ensina, quarenta sinais ao todo. O acadiano tinha também sílabas fechadas, como am, ur e ik, com sinais próprios, e é com elas que um escriba escreveria a maior parte dos nomes portugueses; quando um nome precisa de uma sílaba que a tabela não tem, a caixa diz qual ficou de fora em vez de inventar. O resultado é uma aproximação, do jeito que uma transcrição de Hammurabi em letras latinas é uma aproximação, e o bloco de ressalvas repete isso onde importa.
A tabela
As vogais e as sílabas abertas, com o nome do sinal na lista padrão.
| Sílaba | Sinal | Nome |
|---|---|---|
| Vogais | ||
| a | 𒀀 | a |
| e | 𒂊 | e |
| i | 𒄿 | i |
| u | 𒌋 | u |
| Sílabas | ||
| ba | 𒁀 | ba |
| bi | 𒁉 | bi |
| bu | 𒁍 | bu |
| da | 𒁕 | da |
| di | 𒁲 | di |
| du | 𒁺 | du |
| ga | 𒂵 | ga |
| gi | 𒄀 | gi |
| gu | 𒄖 | gu |
| ka | 𒅗 | ka |
| ki | 𒆠 | ki |
| ku | 𒆪 | ku |
| la | 𒆷 | la |
| li | 𒇷 | li |
| lu | 𒇻 | lu |
| ma | 𒈠 | ma |
| mi | 𒈪 | mi |
| mu | 𒈬 | mu |
| na | 𒈾 | na |
| ni | 𒉌 | ni |
| nu | 𒉡 | nu |
| pa | 𒉺 | pa |
| ra | 𒊏 | ra |
| ri | 𒊑 | ri |
| ru | 𒊒 | ru |
| sa | 𒊓 | sa |
| si | 𒋛 | si |
| su | 𒋢 | su |
| sha | 𒊭 | sha |
| shu | 𒋗 | shu |
| ta | 𒋫 | ta |
| ti | 𒋾 | ti |
| tu | 𒌅 | tu |
| za | 𒍝 | za |
| zi | 𒍣 | zi |
| zu | 𒍪 | zu |
Os quarenta sinais
𒀀aa
- Desenho
- Escrita
- a
- Unicode
U+12000
A vogal A, um dos sinais mais antigos e mais frequentes da escrita, que como logograma significa água. Abre a lista de todo silabário e aparece em nomes de deuses e reis com o A inicial ou final. É um sinal largo, de cunhas horizontais, fácil de reconhecer numa tábua.
𒂊ee
- Desenho
- Escrita
- e
- Unicode
U+1208A
A vogal E, escrita com um sinal próprio, que os escribas usavam para as sílabas soltas em E dentro de uma palavra ou de um nome. No sumério e no acadiano o E e o I se aproximam, e é comum um mesmo nome aparecer ora com um, ora com outro em tábuas de épocas diferentes.
𒄿ii
- Desenho
- Escrita
- i
- Unicode
U+1213F
A vogal I, um sinal de poucas cunhas, usado para a sílaba solta em I e como primeira parte de palavras. Nos nomes acadianos aparece com frequência no início, e é uma das primeiras leituras que um estudante decora, porque é curto e não se confunde com nenhum outro.
𒌋uu
- Desenho
- Escrita
- u
- Unicode
U+1230B
A vogal U, escrita com um sinal que também serve para o número dez. É a conjunção e do acadiano, e por isso aparece entre dois nomes numa lista ou num tratado. Para escrever o U de um nome moderno é o sinal que os silabários de introdução recomendam.
𒁀baba
- Desenho
- Escrita
- ba
- Unicode
U+12040
A sílaba BA, uma das mais comuns na escrita de nomes: abre Babilônia, que os acadianos escreviam sílaba a sílaba como ba-bi-lim, a porta do deus, e aparece em Zababa, o deus guerreiro de Kish. Um sinal de poucas cunhas, verticais e horizontais.
𒁉bibi
- Desenho
- Escrita
- bi
- Unicode
U+12049
A sílaba BI, a segunda de Babilônia e a última de Hammurabi, o rei do código de leis, cujo nome se lia ha-am-mu-ra-bi. Como logograma, o mesmo sinal escreve cerveja, uma das palavras mais frequentes da contabilidade dos templos, o que o torna um dos sinais mais comuns das tábuas econômicas.
𒁍bubu
- Desenho
- Escrita
- bu
- Unicode
U+1204D
A sílaba BU, que aparece em Nabu, o deus dos escribas e da escrita, cujo nome se escrevia na-bu, e no nome do rio Eufrates na forma acadiana, bu-ra-nun. É um sinal alongado, com cunhas em série, e uma boa sílaba para começar a escrever um nome.
𒁕dada
- Desenho
- Escrita
- da
- Unicode
U+12055
A sílaba DA, frequente como parte de palavras e nomes e como o sufixo que marca companhia em sumério. Um sinal compacto, entre os primeiros que um silabário de introdução apresenta, e o DA de nomes modernos como Daniel e Dalva.
𒁲didi
- Desenho
- Escrita
- di
- Unicode
U+12072
A sílaba DI, que como logograma significa julgamento e aparece nos títulos de juízes e nos textos jurídicos. Em nomes, escreve a sílaba DI de muitos nomes acadianos e babilônicos. É um sinal que se distingue pelo par de cunhas cruzadas.
𒁺dudu
- Desenho
- Escrita
- du
- Unicode
U+1207A
A sílaba DU, que como logograma escreve os verbos ir e construir, dependendo do contexto, e por isso está em toda inscrição de rei que conta o que edificou. Aparece em Marduk, o deus de Babilônia, escrito ma-ru-du-uk em muitas tábuas.
𒂵gaga
- Desenho
- Escrita
- ga
- Unicode
U+120B5
A sílaba GA, cujo logograma é leite, uma das palavras da contabilidade dos rebanhos dos templos. Em nomes, escreve a sílaba GA de nomes sumérios e acadianos, e é um sinal com uma cunha grande atravessada, fácil de achar numa linha.
𒄀gigi
- Desenho
- Escrita
- gi
- Unicode
U+12100
A sílaba GI, cujo logograma é junco, a planta de que se faziam o estilete e as esteiras, e que dá origem ao próprio instrumento com que a escrita era feita. Aparece em Shulgi, o rei de Ur, escrito šul-gi. Um sinal de cunhas verticais paralelas.
𒄖gugu
- Desenho
- Escrita
- gu
- Unicode
U+12116
A sílaba GU, usada em nomes e palavras comuns; um sinal com uma cunha vertical grande e cunhas menores em volta. Nos silabários de introdução aparece como o G de nomes modernos, e o treinador o aceita como gu. Nas tábuas escolares aparece cedo, entre os primeiros sinais de exercício.
𒅗kaka
- Desenho
- Escrita
- ka
- Unicode
U+12157
A sílaba KA, cujo logograma é boca, e por extensão palavra e fala. Um sinal grande, com muitas cunhas, e um dos que os escribas mais usavam em compostos, nas palavras que nomeiam falar, gritar e calar. Escreve o KA de nomes modernos como Camila e Carla, e abre muitos nomes acadianos.
𒆠kiki
- Desenho
- Escrita
- ki
- Unicode
U+121A0
A sílaba KI, cujo logograma é terra e lugar, e que fecha o nome de quase toda cidade nas tábuas como determinativo de lugar. Aparece em Enki, o deus das águas doces, en-ki, e no nome de Sargão, šar-ru-ki-in. Um sinal com uma cunha cruzada, muito frequente.
𒆪kuku
- Desenho
- Escrita
- ku
- Unicode
U+121AA
A sílaba KU, usada em nomes e como parte de palavras comuns. Um sinal de poucas cunhas, que se distingue do KI pela falta da cunha cruzada. Para escrever o K de um nome moderno seguido de U é o sinal que o silabário recomenda.
𒆷lala
- Desenho
- Escrita
- la
- Unicode
U+121B7
A sílaba LA, frequente em nomes acadianos e em palavras sumérias; um sinal com cunhas horizontais empilhadas. O L não existia em sumério como consoante separada de forma clara, e as sílabas em L são sobretudo do acadiano. Nos nomes modernos escreve a sílaba LA sem ressalva.
𒇷lili
- Desenho
- Escrita
- li
- Unicode
U+121F7
A sílaba LI, que aparece em Babilônia na forma ba-bi-lim e em Zimri-Lim, o rei de Mari cujo arquivo de cartas é uma das fontes mais ricas do segundo milênio, escrito zi-im-ri-li-im. Um sinal compacto, com cunhas em ângulo. Escreve o LI de nomes modernos, como o de Lima ou de Lívia.
𒇻lulu
- Desenho
- Escrita
- lu
- Unicode
U+121FB
A sílaba LU, usada em nomes e em palavras comuns. Um sinal com cunhas horizontais e uma vertical, que os iniciantes confundem com o LA; a diferença está na cunha vertical final. Escreve o LU de nomes modernos. Aparece em listas de rações e em nomes de pessoas comuns nas tábuas administrativas.
𒈠mama
- Desenho
- Escrita
- ma
- Unicode
U+12220
A sílaba MA, que abre Marduk, ma-ru-du-uk, e aparece em muitos nomes acadianos com o sufixo de posse. Um sinal grande, com uma cunha diagonal cruzando as horizontais, e um dos mais fáceis de reconhecer. Escreve o MA de nomes modernos como Maria e Marta, que ficam curtos em cuneiforme.
𒈪mimi
- Desenho
- Escrita
- mi
- Unicode
U+1222A
A sílaba MI, cujo logograma é noite e preto. Aparece em nomes de mulheres e em palavras compostas. Um sinal com cunhas verticais em grupo, que se distingue do MU pela cunha inicial. Escreve o MI de nomes modernos como Miguel; nas tábuas, é raro no início de palavra.
𒈬mumu
- Desenho
- Escrita
- mu
- Unicode
U+1222C
A sílaba MU, cujo logograma é nome e ano, o que a coloca em toda fórmula de datação e em toda inscrição real: o ano em que o rei fez tal coisa. Aparece em Hammurabi, ha-am-mu-ra-bi, e em Sumu-abum, o primeiro rei da dinastia de Babilônia.
𒈾nana
- Desenho
- Escrita
- na
- Unicode
U+1223E
A sílaba NA, que abre Nabu, na-bu, o deus da escrita, e Nabonido, o último rei de Babilônia, na-bu-na-id. Um sinal com uma cunha horizontal longa e cunhas pequenas, frequente em nomes teofóricos. Escreve o NA de nomes modernos como Natália, e é um dos sinais mais usados por quem escreve o próprio nome.
𒉌nini
- Desenho
- Escrita
- ni
- Unicode
U+1224C
A sílaba NI, cujo logograma é óleo, uma das mercadorias das listas de ração. Aparece em Nínive, ni-nu-a, a capital assíria, e na forma acadiana de Nippur. Um sinal com cunhas horizontais paralelas e uma vertical. Escreve o NI de nomes modernos como Nicolau, e aparece em listas de óleo e de rações.
𒉡nunu
- Desenho
- Escrita
- nu
- Unicode
U+12261
A sílaba NU, que como logograma escreve a negação não. Aparece em Nínive, ni-nu-a, e em muitos nomes e frases. Um sinal de poucas cunhas, uma delas cruzada, entre os mais simples de escrever à mão. Escreve o NU de nomes modernos como Nuno, e fecha muitas fórmulas negativas dos textos legais.
𒉺papa
- Desenho
- Escrita
- pa
- Unicode
U+1227A
A sílaba PA, cujo logograma é asa e ramo, e que também escreve um título de chefe. O P e o B se confundiam na escrita acadiana, e um mesmo sinal pode aparecer com as duas leituras conforme a época. Escreve o PA de nomes modernos.
𒊏rara
- Desenho
- Escrita
- ra
- Unicode
U+1228F
A sílaba RA, uma das mais frequentes da escrita acadiana, que aparece em Hammurabi, ha-am-mu-ra-bi, e no nome do Eufrates, bu-ra-nun. Um sinal com cunhas horizontais e uma vertical, que os escribas escreviam depressa. Escreve o RA de nomes modernos como Rafael e Raquel, e é o R mais fácil de achar numa tábua.
𒊑riri
- Desenho
- Escrita
- ri
- Unicode
U+12291
A sílaba RI, que aparece em Zimri-Lim, zi-im-ri-li-im, e em nomes assírios. Um sinal com uma cunha vertical alta e cunhas menores; o R acadiano soava próximo do R do espanhol, e a escrita não o distinguia do L de forma sistemática.
𒊒ruru
- Desenho
- Escrita
- ru
- Unicode
U+12292
A sílaba RU, que aparece em Marduk, ma-ru-du-uk, em Nippur, ni-ib-ru, e no título de rei em acadiano, šar-ru. Um sinal compacto, com cunhas em ângulo, e um dos mais úteis para escrever nomes modernos terminados em RU. É também o RU do próprio nome dos sumérios na forma acadiana.
𒊓sasa
- Desenho
- Escrita
- sa
- Unicode
U+12293
A sílaba SA, usada em nomes e como parte de palavras comuns; um sinal com cunhas horizontais e verticais alternadas. O acadiano distinguia três sons de S, e o sinal SA escreve o mais simples deles, o S de sapo.
𒋛sisi
- Desenho
- Escrita
- si
- Unicode
U+122DB
A sílaba SI, cujo logograma é chifre, e que aparece em nomes e em palavras de contabilidade. Um sinal alongado, com cunhas horizontais em série, que os iniciantes confundem com o SA; conte as cunhas verticais. Escreve o SI de nomes modernos como Simão e Silvia, e aparece em listas de gado com o valor de chifre.
𒋢susu
- Desenho
- Escrita
- su
- Unicode
U+122E2
A sílaba SU, cujo logograma é corpo e pele, e que aparece em Sumu-abum, su-mu-a-bu-um, e no nome do deus da lua na forma acadiana, su-en. Um sinal grande, com cunhas verticais em grupo. Escreve o SU de nomes modernos como Susana, e aparece em textos médicos com o valor de corpo.
𒊭shasha
- Desenho
- Escrita
- sha, ša
- Unicode
U+122AD
A sílaba ŠA, que soa como o CH do português, xa, e que abre o título de rei em acadiano, šarru, e o nome de Sargão, šar-ru-ki-in. O treinador aceita sha e ša. Um sinal com uma cunha vertical grande e cunhas menores à esquerda.
𒋗shushu
- Desenho
- Escrita
- shu, šu
- Unicode
U+122D7
A sílaba ŠU, que soa como xu, cujo logograma é mão, e que fecha o nome dos sumérios na própria forma acadiana, šu-me-ru. O treinador aceita shu e šu. Um sinal com cunhas horizontais e uma cunha diagonal. É o sinal que uma criança aprende primeiro para escrever mão.
𒋫tata
- Desenho
- Escrita
- ta
- Unicode
U+122EB
A sílaba TA, frequente em nomes e em palavras comuns, e a posposição de origem em sumério. Um sinal com uma cunha horizontal longa e cunhas verticais, que os escribas escreviam com poucos movimentos. Escreve o TA de nomes modernos como Tatiana e Tadeu, e é frequente no fim de palavras sumérias.
𒋾titi
- Desenho
- Escrita
- ti
- Unicode
U+122FE
A sílaba TI, cujo logograma é flecha e, por um jogo de sons do sumério, também vida, o que a coloca em nomes e votos. Abre Tiamat, a deusa do mar salgado do poema da criação, ti-amat. Um sinal com uma cunha diagonal.
𒌅tutu
- Desenho
- Escrita
- tu
- Unicode
U+12305
A sílaba TU, usada em nomes e como parte de palavras; um sinal com cunhas verticais e uma horizontal. O T acadiano era dental, e o sinal TU serve para escrever o TU dos nomes modernos sem ressalva. Escreve o TU de nomes modernos como Tulio e Artur, e aparece em nomes de aves nas listas lexicais.
𒍝zaza
- Desenho
- Escrita
- za
- Unicode
U+1235D
A sílaba ZA, cujo logograma é conta de colar e pedra preciosa. Abre Zababa, za-ba-ba, o deus guerreiro de Kish. Um sinal com cunhas cruzadas, que se distingue do ZI pelo número de cunhas verticais. Escreve o ZA de nomes modernos como Zara e Zacarias.
𒍣zizi
- Desenho
- Escrita
- zi
- Unicode
U+12363
A sílaba ZI, cujo logograma é vida e sopro, o que a torna comum em nomes e em fórmulas de bênção. Abre Zimri-Lim, zi-im-ri-li-im, e fecha Dumuzi, o pastor divino, dumu-zi. Um sinal com uma cunha vertical grande e cunhas menores.
𒍪zuzu
- Desenho
- Escrita
- zu
- Unicode
U+1236A
A sílaba ZU, cujo logograma é saber e conhecer, e que aparece em nomes e em palavras sobre sabedoria. Um sinal com cunhas horizontais em série e uma vertical, o último da lista dos silabários de introdução, e o Z de nomes modernos seguido de U.
Praticar
Cartões para reconhecer cada sinal pela sílaba, e séries de leitura de três a cinco sinais. Começa com um punhado de sinais e acrescenta o próximo quando os ativos estiverem firmes. O progresso fica no seu navegador.
5 de 40 sinais em jogo. 0 de 5 aprendidos; o próximo sinal entra quando todos estiverem.
- 𒀀 a ainda não
- 𒂊 e ainda não
- 𒄿 i ainda não
- 𒌋 u ainda não
- 𒁀 ba ainda não
O que esta tabela não diz
Esta tabela é uma aproximação: o sistema original tinha mais sinais e mais leituras do que cabem numa lista.
- O cuneiforme escreve sílabas, não letras; um nome se monta em sílabas abertas, e sons que não fecham uma sílaba da tabela ficam de fora e são avisados.
- Cada sinal tinha várias leituras, e um escriba escolhia entre elas pelo contexto; a tabela mostra uma leitura por sinal.
- Escrever um nome com esta tabela é o que os próprios escribas faziam com nomes estrangeiros, sílaba a sílaba; não é escrever a língua.
Perguntas frequentes
O que é a escrita cuneiforme?
O sistema de escrita mais antigo que se conhece, nascido na Mesopotâmia por volta de três mil e duzentos antes da era comum, feito de cunhas impressas na argila com um estilete de junco. O nome vem do latim cuneus, cunha. Escreveu o sumério, o acadiano, o hitita e outras línguas por mais de três mil anos.
Cuneiforme é um alfabeto?
Não. É uma escrita mista de sinais que valem uma palavra e sinais que valem uma sílaba, com centenas de sinais em uso e várias leituras para cada um. A tabela desta página é o subconjunto de sinais de sílaba aberta que um silabário de introdução ensina, e o bloco de ressalvas diz o que fica de fora.
Como escrevo meu nome em cuneiforme?
Em sílabas, como os escribas acadianos escreviam nomes estrangeiros. Digite na caixa acima: Nabu fica 𒈾𒁍, e lido de volta dá nabu. Um nome português costuma pedir sílabas que a tabela não traz, e aí a caixa diz o que ficou de fora: em Carlos são C, R, L, O e S, porque nenhuma delas abre uma sílaba desta lista. Um escriba escreveria essas partes com sinais de sílaba fechada, como ar e os.
Como se lê uma tábua?
Da esquerda para a direita e de cima para baixo, em linhas, a partir do segundo milênio; as tábuas mais antigas se escreviam em colunas. Cada sinal é um grupo de cunhas, e a mesma forma pode ser lida como palavra ou como sílaba conforme o contexto, o que é a parte difícil do ofício do assiriólogo.
Quem decifrou o cuneiforme?
Um esforço de décadas no século dezenove, a partir da inscrição trilíngue de Behistun, que Henry Rawlinson copiou pendurado numa rocha na Pérsia. O persa antigo, mais simples, foi lido primeiro e serviu de chave para o acadiano; em mil oitocentos e cinquenta e sete, quatro estudiosos traduziram o mesmo texto em separado e chegaram ao mesmo resultado.